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Mostrando postagens de Outubro, 2012

SOMOS QUEM PODEMOS SER

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem esta prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem esta prisão

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Engenheiros do Havaí

EMMANUELLE SONG

A personagem apareceu pela primeira vez no filme Io, Emmanuelle em 1969 e era interpretada por Erika Blanc. Ela foi recriada mais tarde em 1974 no filme Emmanuelle e era interpretada pela neerlandesa Sylvia Kristel, provavelmente a atriz mais famosa pelo papel. O filme ultrapassou as barreiras do que era aceitável em filmes na época, com suas cenas de sexo, estupro, masturbação, mile high club (sexo em aviões) e uma cena onde uma dançarina fuma um cigarro com sua vagina usando técnicas de pompoarismo. Diferentemente de outros filmes que tentavam evitar uma classificação adulta do MPAA, o primeiro filme de Emmanuelle abraçou o gênero e tornou-se um grande sucesso internacional. O filme é, até hoje, um dos mais bem-sucedidos filmes franceses e chegou a ser exibido nos cinemas locais por anos. Emmanuelle Mélodie d'amour chantait le cœur d'Emmanuelle
Qui bat cœur à corps perdu
Mélodie d'amour chantait le corps d'Emmanuelle
Qui vit corps à cœur déçu
Tu es encore
Presque une…

UMA EXTRAORDINÁRIA VIAGEM AO CÉREBRO HUMANO

DESDE NOSSOS DESEJOS MAIS SINGELOS, AOS PRAZERES MAIS PROFUNDOS É NO CÉREBRO HUMANO QUE SE PROCESSA TUDO QUE SOMOS, ESTA TERRA INCÓGNITA DE DIMENSÕES AINDA POUCO CONHECIDA, SE ESCONDE OS SENTIMENTOS MAIS NOBRES ATÉ A BESTA FERA E É PARA LÁ QUE IREMOS EM NOSSAS PRÓXIMAS POSTAGENS POIS COMO ARREBATAR DIFERENTES CÉREBROS PARA UMA VIVÊNCIA COMUNAL DENTRO DA ORDEM LACAVES?

DAS UTOPIAS

Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!



A IDADE DE SER FELIZ

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

TOMARA

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais... Vinícius de Moraes

FAZER AMOR CONTIGO

FAZER AMOR CONTIGO


fazer amor contigo sentir teu corpo estremecer a noite inteira te desejando ouvir você gemer fazer amor naturalmente dois corpos ardentes na noite de amor os corpos quentes nus sobre a cama sob lençois revirados testemunhas mudas de um amor desvairado meu corpo em chamas chamando pelo teu membro ereto e pulsante querendo uma vez mais teu sexo umido e quente dois corpos unidos indivisiveis na paixão calor do momento desejo amor e tezão minha lingua procura tua boca e o amor se consuma no silêncio da noite rompido pelos gemidos no auge da paixão de dois corpos suados e unidos em que tudo se completa em um ultimo gozo selado em um terno beijo http://lh3.ggpht.com/_tk16Asax7Eg/SQ8zGaqm9SI/AAAAAAAAAMc/w03MQkqPs7Q/luzo3.jpg

MIMOSA BOCA ERRANTE

Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.
Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo. Carlos Drummond de Andrade