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Mostrando postagens de Setembro, 2010

A entrega de Toni Bentley

Ao comentar sobre seu meticuloso hábito de contar cada uma de suas relações anais (colecionando numa caixa as camisinhas usadas em cada episódio) Toni Bentley, autora do recém-lançado A Entrega: memórias eróticas (Objetiva, 2005, 220 págs.), justifica-se como sendo “anal”. Terminada a leitura, entretanto, percebi que a autora está muito além de ser uma simples freudiana, e que, de fato, parece ter desenvolvido uma verdadeira “alma anal”, termo que pode ser explicado pela intensa relação espiritual/existencial que Bentley estabelece em seu “sórdidos” relatos.



O livro, que já se encontra em décimo lugar entre os mais vendidos de não-ficção no Brasil, envolve um relato pessoal das experiências eróticas da autora, desde uma breve introdução acerca de seu defloramento, suas primeiras relações sexuais insatisfatórias, seu casamento fracassado (e traumático) e diversos relacionamentos monogâmicos infrutíferos, até sua grande descoberta sexual com o Homem A, com quem vive uma relação por cerca…
Acha a tenra mocidade

Acha a tenra mocidade

Prazeres acomodados,

E logo a maior idade

Já sente por pouquidade

Aqueles gostos passados.

Um gosto que hoje se alcança,

Amanhã já não o vejo;

Assim nos traz a mudança

De esperança em esperança

E de desejo em desejo.

Mas em vida tão escassa

Que esperança será forte?

Fraqueza da humana sorte


L. de Camões

A NORMOSE: A GRANDE PRAGA DO NOSSO TEMPO

O normótico é aquela pessoa que não escuta, é aquela pessoa que está pensando só em si, é aquela pessoa que não se dá conta que tudo está ligado com tudo; que para diante de um semáforo e vê aquele bando de crianças perdidas e acha que isto não tem nada a ver com ele. Uns adolescentes matam: no Dia do Índio comemoramos o triste aniversário do mártir Galdino. Estes filhos de nossa sociedade não eram bandidos nem psicopatas, são nossos filhos; e o normótico acha que isto não tem nada a ver consigo; ele lê no jornal e se estiver tudo bem no seu canteirinho vai para sua vidinha de sempre... A grande praga do nosso tempo se chama normose. Nós estamos sendo uma espécie vivendo uma crise de quase extinção; quem diz isso são grandes cientistas que estão fazendo pesquisa de ponta, são as últimas declarações da UNESCO e do Clube de Roma. Mas o normótico não está nem aí quando se fala de problema atmosférico, quando se fala em buraco de ozônio, quando se fala no El Niño que não é mais um niño, j…